New Ventures Brasil
Busca no site
Diminuir o tamanho da fonte Aumentar tamanho da fonte   Imprimir

Empreendedeorismo para Sustentabilidade: Dilemas e Oportunidades

 

Alessandro Pelosof
GVces, 31/09/2009

Esse foi o tema do evento realizado em 24 de setembro pelo Grupo Santander Brasil em parceria com o GVces. O objetivo era promover debate com especialistas sobre oportunidades e dilemas encontrados na inserção da sustentabilidade nos negócios e teve transmissão ao vivo por videochat no site do Banco Real.

Sandro Marques, gerente executio de desenvolvimento sustentável do Grupo Santander Brasil, explicou na abertura dos debates que a idéia do programa é compartilhar com a sociedade práticas, conteúdo interativo e know-how através do site da instituição financeira. São oferecidos cursos on-line, textos e vídeos. Para navegar e conhecer o conteúdo oferecido pelo site, clique aqui .

 
O Programa New Ventures Brasil foi objeto da fala de Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas e coordenador do Gvces. Segundo Monzoni, a busca por revelar novos negócios em um contexto sustentável esbarra em algumas dificuldades. “A área de Fundos de venture capital ainda ‘engatinha’ no Brasil, e um dos desafios é conscientizar o meio empresarial de que existem prazos para o retorno nos investimentos em práticas sustentáveis, que nem sempre são imediatistas.” Para Mario Monzoni, ser empreendedor é uma opção ao mesmo tempo árdua e prazerosa.
 
O coordenador do GVces afirmou ainda que a sociedade demanda novas soluções, que englobem a temática dos recursos naturais e do contexto social e ambiental. “Os novos administradores devem ter, em seu processo de aprendizado, conhecimento e informação que o insira nesse novo mundo.” Monzoni lembrou com humor da reação de espanto de seu pai quando, recém-formado na FGV, decidiu participar de um programa de educação ambiental em vez de trabalhar em um banco. “Se antes o objetivo primordial de um business man era obter lucro rápido e com menos custos, hoje engloba uma gestão de relacionamentos, com geração de valor em toda cadeia”, resumiu Mario Monzoni. “Os tempos mudaram, e o ensino precisa acompanhar essa mudança. Ou corre o risco de ficar obsoleto.”
 
Relatos de experiências
 
Também participaram do evento três empresários convidados para um debate interativo, relatando brevemente suas experiências na busca por um novo jeito de agir e participando da rodada de perguntas feitas pela platéia e pelos internautas que acompanhavam os debates pelo videochat. Confira resumo abaixo:
 
Clélia Cecilia Angelon, presidente da Surya Brasil: “A empresa surgiu do idealismo de seus fundadores entende a sustentabilidade como um conceito holístico, que envolve conscientização e relação de causa e efeito. O desafio, na verdade, é buscar a mudança nas causas, e não a remediação dos efeitos. Para isso, atuam no ideal, no estrutural e no comercial.”
 
Luís Fernando Laranja, diretor executivo da Ouro Verde Amazônia: “Sustentabilidade é algo que está diretamente atrelado com o nascimento da empresa. Participante ganhador do New Ventures Brasil de 2006, o negócio teve origem com a mudança do empresário fundador---até então professor da USP---para a Amazônia, em busca de oportunidades em meio à biodiversidade. Após estudos e acompanhamentos de diversas cadeias produtivas no contexto amazônico, o foco foi direcionado para a castanha-do-pará, pelas peculiaridades do produto e de sua ramificada cadeia produtiva. A empresa busca fortalecer o fair trade (comércio justo) e investe constantemente em projetos e pesquisas na floresta, em busca da geração de valor local.”
 
Eduardo Conde Filho, gerente de marketing da BMK Tecnologia e Serviços: “A empresa, que começou com um programa de coleta seletiva, vinculado ao “Pintou Limpeza” da rádio Eldorado, hoje oferece uma gama de ferramentas e práticas tecnológicas.


 

Execução


GVces
Realização


WRI
Apoio


Banco Real   Natura   Citi
      New Ventures Brasil - www.new-ventures.org.br Atuando na América Latina desde 1999, o New Ventures busca: (I) Apoiar empreendedores no amadurecimento dos seus modelos de negócio, (II) Capacitá-los na incorporação de sustentabilidade à gestão dos empreendimentos e (III) Aproximá-los de investidores-anjo e de fundos de capital empreendedor.